CNM - 11 de Junho
Maioria dos Municípios não têm recursos para gestão ambiental e climática, incluindo atividades de a
“O resultado demonstra que a descentralização da política ambiental ainda enfrenta limitações estruturais. A insuficiência de recursos compromete a continuidade de projetos, restringe investimentos em capacitação técnica e infraestrutura e reduz a capacidade de planejamento e definição de prioridades pelos governos locais”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
A incapacidade financeira se reflete em outras fragilidades. Apenas um quarto dos Municípios têm equipe exclusiva para área de meio ambiente operando em plenas condições. 35% afirmaram ter equipe exclusiva, mas com dificuldades. Em outros 31%, a equipe acumula funções e em 7% não há equipe.
Mudanças climáticas
Diante da falta de estrutura, a maioria dos Municípios (64%) se declara incapaz de enfrentar eventos climáticos extremos e 66% não desenvolvem qualquer tipo de ação diretamente relacionada a mudanças climáticas. Outros 21% disseram ter elaborado plano de ação, adaptação ou mitigação, 11% ter legislação sobre o tema, 10% desempenham ações de mitigação de gases de efeito estufa (GEE) ou de adaptação e 4% realizam monitoramento e inventário de GEE. De acordo com o Plano Clima, 35% dos Municípios brasileiros devem apresentar seus planos de adaptação até 2035.
A pesquisa também revela que 55% das gestões municipais não têm sistemas de alerta, evidenciando a fragilidade da capacidade de resposta local frente a eventos adversos e a vulnerabilidade da população. Outras 36% contam com meios digitais, como SMS, redes sociais ou aplicativos. Já 21% usam a mídia local para comunicar a população, 16% contam com o Sistema Defesa Civil Alerta (Cell Broadcast - DCA), 8% usam sistemas móveis, como veículos com sirene e 6% sistemas fixos, como auto-falantes.
Confira o estudo completo.
Por: Confederação Nacional dos Municipios