TSE - 03 de Agosto
Viralizou: é falso que ministros mandaram comprar chips em Taiwan para fraudar as urnas
A partir desta segunda-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estreia a série Fato ou Boato – Viralizou: saiba o que é verdadeiro sobre a urna eletrônica, com 11 matérias que relembram as principais fake news sobre eleições e o sistema eletrônico de votação. Os conteúdos serão publicados até 6 de setembro, todas as segundas e quintas, no Portal do TSE.
A série de desmentidos integra as iniciativas da primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que começa hoje e vai até 9 de agosto, com ações em todo o país para aproximar a Justiça Eleitoral (JE) da sociedade. A finalidade é ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento, a segurança, a transparência e a auditabilidade da urna eletrônica.
Chips de Taiwan
Na primeira matéria da série, o tema é a falsa alegação de que os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, que presidiram o TSE entre 2020 e 2024, teriam "golpeado as urnas" e "mandado fabricar" mais de 250 mil chips em Taiwan para fraudar as eleições.
Por que é boato?
Os referidos ministros não mandaram fabricar 250 mil chips em Taiwan. A desinformação surgiu da interpretação equivocada de uma reportagem do UOL sobre a crise mundial de semicondutores durante a pandemia de covid-19, que afetou a produção de eletrônicos, incluindo as urnas eletrônicas brasileiras.
Naquele período, a empresa Positivo Tecnologia, que venceu a licitação, fabricava as urnas do modelo UE2020. Diante da escassez de componentes, o TSE adotou medidas para garantir a continuidade da produção.
A urna eletrônica nacional é um projeto específico, desenvolvido com arquitetura de segurança única. Ela utiliza componentes e semicondutores de mercado, fornecidos "limpos" de fábrica.
Nos modelos UE2020 e UE2022 são utilizados quatro chips de duas empresas taiwanesas:
Chip da Realtek: fabrica o chip utilizado na urna com a função de gerar o áudio que sai da placa-mãe para o fone de ouvido que é utilizado por pessoas com deficiência visual na hora da votação;
Chips da Nuvoton: fabricam três chips que contribuem para o controle de partes da urna, como o terminal do mesário, a fonte de alimentação e o teclado do equipamento.
As informações de criptografia e os demais conteúdos residentes nos semicondutores são inseridos exclusivamente no Brasil, na presença de servidores do TSE, conforme previsto em edital de contratação da empresa fabricante.
A lista desses componentes e o esquema elétrico da urna são disponibilizados aos participantes do Teste Público de Segurança da Urna (TPS).
Fato ou Boato
Os esclarecimentos da Justiça Eleitoral são publicados na página Fato ou Boato, desde 2020, para esclarecer informações relacionadas ao processo eleitoral. A iniciativa integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação, que reúne mais de 70 instituições para combater a desinformação relacionada à democracia.
BA/JP/FP
Por: Tribunal Superior Eleitoral