Parabéns, Olhos D'Água pelos seus 49 anos, parabéns pelos 6 anos
Data de Emancipação: 21/12/1962
A história de Olhos d’Água tem grande ligação com as histórias dos municípios de Bocaiúva, Montes Claros e Diamantina. Outrora distritro de Bocaiúva em 1997 se emancipou politicamente, acontecendo as primeiras eleições municipais.
A Bacia do Rio Jequitinhonha é historicamente relacionada com a sua formação social e econômica, tendo como fato principal o ciclo da mineração que se estendeu do século XVII a IXX.
Foram as primeiras entradas baianas de pesquisa mineral, na busca de ouro e diamante, para a Coroa Portuguesa, no século XVI, que atingiram o Norte de Minas. Alguns historiadores afirmam que a primeira expedição a penetrar na região norte-mineira foi a de Espinosa e Navarro. Partindo de Porto Seguro em 13 de julho de 1553, foi se dispersando, deixando componentes em pontos escolhendo as melhores terras, povoando a região, (Fernandes Ribeiro, 1988).
Em 1573, também partindo de Porto Seguro, a Bandeira de Sebastião Fernandes Tourinho, atingiu regiões do rio Jequitinhonha e do rio Araçuaí.
A segunda entrada para o Norte de Minas foi a grande Bandeira de Fernão Dias Pais, que partiu de São Paulo em 21 de julho de 1674, em busca de esmeraldas e outras pedras preciosas. Nessa bandeira, Matias Cardoso, organizou-se nas margens do Rio São Francisco, instalando grandes fazendas de apoio aos Bandeirantes e para criação de gado. Antônio Gonçalves Figueira, guia da Bandeira de João Amaro, que saiu de São Paulo em 1691, instalou também grandes fazendas na região de Jaíba, Montes Claros e Olhos d’Água, (Fernandes Ribeiro, 1988).
O escritor André João Antonil (Cultura e Opulência do Brasil, por suas Drogas e Minas, 1711), registra que após a divulgação do achado de ouro
É importante ressaltar que em 1820 o padre naturalista francês Auguste de Saint-Hilare, passou pelo Norte de Minas registrando a presença de várias famílias grandes e tradicionais que povoavam vários pontos do Município.
A região de Olhos d’Água, foi povoada em função destas mesmas atividades mineradoras, pois era o caminho que ligava Montes Claros a Diamantina, que unia os vales do São Francisco e Jequitinhonha.
Na origem de Olhos d’Água, o primeiro nome do vilarejo foi Pasto das Éguas, dado a condição de ser o pouso dos tropeiros, o apoio dos Bandeirantes, Sertanistas e mineradores, nas suas andanças.
Mais tarde devido a presença de três nascentes de água, que os moradores do local usufruíam conduzindo água até mesmo para os quintais de suas casas, deu-se o nome de Santana de Olhos d’Água. O nome Santana, teve influência de famílias provenientes de Diamantina e talvez origens relacionada com os Bandeirantes, que resolveram se instalar. Estes construíram, com ajuda de escravos, uma igreja, já sob influência da tradição Diamantina.
Algumas fazendas como Lages de Diamantina e Ribeirão, tiveram grandes influências do desenvolvimentos de Olhos d’Água. A primeira foi ponto, muitas vezes, de recolhimento de famílias baianas, fugindo da seca. A segurnda era o refúgio de escravos que os bandeirantes usavam
O povoado de Olhos d’Água nascia sobre influência de várias famílias tradicionais, dentre elas as famílias Dias, Vieira e Praes, havendo fusões como Vieira Dias, etc. Em 1845, já com o nome de Santana de Olhos d’Água, era ligado administrativamente ao município de Bocaiúva.
Por volta do início do século, Olhos d’Água possuía uma rua principal, bem larga, com casas opostas em dois níveis da rua, já que a cidade foi surgindo acompanhando o desvio do terreno. Por um lado a Igreja de Sant’Ana, por outro as lojas e as moradias. Ruas de cascalho batido, casas com lajes, do rio Jequitinhonha, gramas e vários espaços largos do povoado.
As maiores transformações vieram devido as agressões do concreto armado e alvenarias, principalmente por volta de
O acesso a Olhos d’Água por Diamantina foi feito primeiro, depois foi feita a estrada que liga a Bocaiúva, por volta de
O município hoje possui várias casas que tentaram resistir aos desgastes, usando materiais mais modernos. O seu lado histórico se mistura as construções modernas, mas ainda é visível o barroco colonial de várias construções e a vontade e união de famílias em manter viva a história de Olhos d’Água – O Portal dos Vales, conforme é chamado

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